A rotina de um cartório moderno vai muito além da caneta e do carimbo. Hoje, quase todas as etapas do atendimento extrajudicial dependem de sistemas digitais: geração de selos, autenticação de documentos, controle financeiro, emissão de certidões e muito mais. Nesse cenário, a atualização de softwares em cartórios deixa de ser uma escolha e passa a ser uma necessidade estratégica — especialmente quando falamos em segurança jurídica.
Imagine lavrar um ato importante no WNotas e, no momento da emissão do selo, o sistema trava por incompatibilidade com o certificado digital mais recente. Ou ainda, perder horas tentando abrir um módulo essencial porque a máquina está lenta, rodando versões defasadas dos sistemas. Situações como essas não são apenas inconvenientes: elas expõem a serventia a riscos jurídicos e operacionais.
Vamos entender por que manter os softwares atualizados e investir em hardware compatível faz toda a diferença para a fluidez, conformidade e proteção da atividade cartorária.
O elo entre software atualizado e segurança jurídica
A segurança jurídica em um cartório depende da integridade dos atos praticados, da autenticidade dos documentos e da conformidade com as normas técnicas e legais. Softwares desatualizados colocam tudo isso em risco. Veja por quê:
- Correções de segurança: atualizações corrigem vulnerabilidades que podem ser exploradas por softwares maliciosos.
- Compatibilidade legal: o CNJ e as Corregedorias atualizam frequentemente as normativas, exigindo ajustes nos sistemas.
- Conectividade com selos digitais: falhas na comunicação com a central de selos podem impedir a finalização de atos.
- Confiabilidade das assinaturas digitais: certificados e tokens também passam por atualizações. O software precisa acompanhá-las.
Atualizar é prevenir. Deixar para agir apenas quando um erro aparece pode comprometer a validade de atos notariais e registrais, além de gerar retrabalho e insatisfação do usuário.
Como o desempenho da estação de trabalho afeta a segurança e a produtividade
Não basta o sistema estar atualizado: ele precisa rodar bem. Um software robusto, como o WNotas ou o WCRC3, exige uma base tecnológica compatível. Caso contrário, mesmo com a versão mais recente instalada, a experiência será travada, instável — e arriscada.
A seguir, explicamos os principais componentes de hardware que impactam diretamente a rotina dos cartórios:
RAM: a mesa de trabalho da estação
A memória RAM pode ser comparada a uma mesa de trabalho. Quanto maior a mesa, mais documentos você consegue espalhar e manusear ao mesmo tempo, sem confusão.
Nos cartórios, é comum que o atendente utilize simultaneamente:
- WCRC3 ou WNotas
- GESEDISP para emissão de selos digitais
- Sistema de certificado digital
- Navegador com portais da Corregedoria
- Leitor de PDF
- Planilhas ou módulos do WFinanca
Para essa multitarefa fluir com estabilidade, 8GB de RAM é o mínimo aceitável — com 16GB sendo ideal para serventias com alta demanda. Menos do que isso pode gerar travamentos, lentidão e risco de corromper documentos durante o salvamento.
Processador: o cérebro que executa os comandos
O processador é o componente que interpreta e executa todas as ações feitas no sistema. Ao abrir o WNotas, autenticar um documento digital ou emitir um selo, é ele quem calcula e entrega a resposta.
Modelos como Intel i5/i7 ou AMD Ryzen 5/7 oferecem potência suficiente para:
- Processar grandes volumes de dados com rapidez
- Reduzir o tempo de inicialização dos sistemas
- Gerar selos e assinaturas digitais sem atrasos
Um processador ultrapassado transforma qualquer tarefa simples em uma fila de espera digital. E como sabemos, tempo é essencial no atendimento extrajudicial.
Armazenamento: a diferença entre HD e SSD
Muitos cartórios ainda utilizam HDs mecânicos, o que compromete seriamente o tempo de resposta das estações. Já os SSDs (Solid State Drives) são muito mais rápidos e estáveis.
Comparativo prático:
- HD: tempo médio de inicialização do sistema – 2 a 4 minutos
- SSD: tempo médio – 20 a 40 segundos
Além disso, o SSD oferece maior resistência a falhas físicas e menor risco de corromper arquivos. Para sistemas que lidam com documentos jurídicos e selos digitais, essa confiabilidade faz toda a diferença.
GPU (placa de vídeo): quando vale o investimento?
Apesar de não ser essencial para os módulos da Argon, uma GPU dedicada pode beneficiar serventias que:
- Digitalizam documentos com frequência
- Utilizam múltiplos monitores
- Realizam atendimentos por videoconferência
- Trabalham com muitos PDFs simultaneamente
Nesses casos, uma placa gráfica básica (como a linha NVIDIA GT ou AMD Radeon RX de entrada) pode aliviar a carga do processador, melhorando a fluidez geral do sistema.
Benefícios da atualização de softwares em cartórios
Agora que entendemos o papel do hardware, é hora de explorar os ganhos diretos da atualização de softwares em cartórios, especialmente quando se utiliza soluções modernas como as oferecidas pela Argon Informática:
1. Conformidade com normativas atualizadas
As Corregedorias e o CNJ frequentemente emitem provimentos e exigências técnicas. Sistemas atualizados garantem que:
- A estrutura dos atos esteja em conformidade
- Os dados exigidos estejam disponíveis nos formulários
- A comunicação com bases oficiais (como CRC Nacional) ocorra sem erros
2. Correções de bugs e brechas de segurança
Toda nova versão do sistema traz melhorias na estabilidade, além de corrigir falhas anteriores. Isso protege o cartório contra:
- Perda de dados
- Interrupção de processos
- Ataques cibernéticos
3. Melhoria de desempenho e recursos
Sistemas da Argon são constantemente aprimorados com:
- Otimização de velocidade
- Novas funcionalidades
- Melhor integração entre módulos (ex: WFinanca + GESEDISP)
Mas para isso, é preciso manter o software sempre na versão mais recente.
4. Integração com certificados e selos digitais
Tokens, certificados ICP-Brasil e selos digitais exigem compatibilidade com padrões atualizados. Um software defasado pode:
- Não reconhecer o token
- Gerar selos inválidos
- Travar durante a assinatura digital
Consequências de operar com sistemas e máquinas desatualizadas
Para ilustrar, veja exemplos reais de problemas comuns:
- Um cartório tenta autenticar documentos em lote, mas o WNotas travava ao exportar os PDFs. Motivo: sistema atualizado, mas a máquina ainda rodava com 4GB de RAM e HD mecânico.
- Outro caso: após uma atualização do CNJ, o módulo de selos deixou de funcionar corretamente. A versão do GESEDISP estava desatualizada e não reconhecia os novos padrões exigidos.
- Em um terceiro cenário, o computador da recepção levava 3 minutos para iniciar e mais 2 minutos para abrir o WCRC3. Multiplicado por dezenas de atendimentos diários, o atraso compromete a agenda inteira do Akioras.
Boas práticas para garantir performance e segurança
Separamos uma lista de ações práticas para manter a operação do cartório segura, fluida e eficiente:
- Crie um cronograma de atualizações para todos os sistemas da Argon
- Instale as atualizações assim que forem liberadas, evitando acumular versões defasadas
- Atualize também o sistema operacional e os drivers da máquina
- Troque hardware obsoleto, especialmente HDs por SSDs e RAM inferior a 8GB
- Capacite a equipe sobre a importância das atualizações e como realizá-las
- Monitore o desempenho das estações com frequência, verificando travamentos e lentidão
Software e hardware: a dupla que garante segurança e agilidade
É fundamental entender que software e hardware são interdependentes. Um sistema avançado como o WNotas exige uma base sólida para entregar todo seu potencial. Assim como um carro de luxo não pode rodar bem em uma estrada esburacada, um software atualizado não rende em um computador lento e ultrapassado.
A Argon desenvolve soluções projetadas para garantir estabilidade, segurança e agilidade — mas o resultado final depende da estrutura de cada cartório.
Entre em contato com a Argon para saber como manter os sistemas da sua serventia atualizados, seguros e alinhados com as exigências do setor.